O livro aborda a desnecessária intensificação do trabalho, analisa os temas prioritários do novo e complexo amanhecer do desenvolvimento nacional, recuperando a trajetória recente de decadência econômica e social que assolou o país durante décadas. Com um texto claro e repleto de dados, Pochmann consegue traçar as perspectivas atuais do Brasil, com propostas que podem sedimentar um país menos desigual.


 

Enquanto a elite dominante aguarda o ressurgimento de outros Mártires de Chicago, a intensificação brutal do trabalho prossegue. Todos, hoje, trabalham muito mais que há duas décadas. Isso porque, ao se fazer mais em menos tempo (maior produtividade) e cada vez mais longe do local de trabalho (por metas, via internet e celular), se permanece plugado no trabalho quase 24 horas por dia. A produtividade do trabalho imaterial não é considerada ainda nas negociações salariais travadas pelos sindicatos, tampouco alimenta-se a utopia de se trabalhar muito menos que as possibilidades anteriormente abertas pela sociedade urbano-industrial. Especialmente o Brasil, entre outros países prisioneiros do atraso, nem mesmo a jornada de 40 horas semanais é entendida como algo possível em termos de parâmetro de modernidade. Segue-se ainda a máxima da República de Fraque, incapaz de aceitar mesmo o visionário Henry Ford da década de 1910, desejando tão-somente ao trabalhador o exclusivo dever de trabalhar.

A sociedade da nova economia está em construção, permeada por doenças profissionais depressivas, pela solidão e pela devastadora crise de sociabilidade. A escassez do trabalho autônomo (socialmente útil) parece inegável e constrangedora. Somente uma nova agenda civilizatória poderá fazer as pazes com os avanços materiais do século 21.

 

Autor: Marcio Pochmann

 

Qual Desenvolvimento? Oportunidades e Dificuldades

R$27,00
Qual Desenvolvimento? Oportunidades e Dificuldades R$27,00

O livro aborda a desnecessária intensificação do trabalho, analisa os temas prioritários do novo e complexo amanhecer do desenvolvimento nacional, recuperando a trajetória recente de decadência econômica e social que assolou o país durante décadas. Com um texto claro e repleto de dados, Pochmann consegue traçar as perspectivas atuais do Brasil, com propostas que podem sedimentar um país menos desigual.


 

Enquanto a elite dominante aguarda o ressurgimento de outros Mártires de Chicago, a intensificação brutal do trabalho prossegue. Todos, hoje, trabalham muito mais que há duas décadas. Isso porque, ao se fazer mais em menos tempo (maior produtividade) e cada vez mais longe do local de trabalho (por metas, via internet e celular), se permanece plugado no trabalho quase 24 horas por dia. A produtividade do trabalho imaterial não é considerada ainda nas negociações salariais travadas pelos sindicatos, tampouco alimenta-se a utopia de se trabalhar muito menos que as possibilidades anteriormente abertas pela sociedade urbano-industrial. Especialmente o Brasil, entre outros países prisioneiros do atraso, nem mesmo a jornada de 40 horas semanais é entendida como algo possível em termos de parâmetro de modernidade. Segue-se ainda a máxima da República de Fraque, incapaz de aceitar mesmo o visionário Henry Ford da década de 1910, desejando tão-somente ao trabalhador o exclusivo dever de trabalhar.

A sociedade da nova economia está em construção, permeada por doenças profissionais depressivas, pela solidão e pela devastadora crise de sociabilidade. A escassez do trabalho autônomo (socialmente útil) parece inegável e constrangedora. Somente uma nova agenda civilizatória poderá fazer as pazes com os avanços materiais do século 21.

 

Autor: Marcio Pochmann