Ricardo Gaspar em ´A Cidade na Geografia Econômica Global´ apresenta uma interpretação sobre a configuração atual e futura de uma nova geografia do poder, que modifica a hierarquia tradicional centrada no Estado nacional e multiplica os atores na cena política contemporânea. Para tanto, trata de fundir política, economia e geografia, para interpretar o atual sistema econômico globalizado e o papel das cidades na nova formação social planetária.

“Ricardo Carlos Gaspar buscar repensar as cidades distanciando-se de dois grandes equívocos: o da “cidade ideal”, fria e irreal, e o do laissez faire da economia financeirizada.
Trata-se de um desafio significativo. Embora a “cidade ideal” pareça ter sido deixada de lado como possibilidade real, sobreviveram alguns exemplos marcantes, sobretudo em países que se envolveram na experiência socialista. Não menos marcantes foram as cidades que se desenvolveram em meio a um processo de democratização dos espaços urbanos, quando puderam ser orientadas por políticas públicas voltadas à redução das desigualdades, como ocorrido em vários países europeus.


No entanto, em países menos desenvolvidos ou de desenvolvimento tardio - como o Brasil  - e que viram o apogeu do seu processo de urbanização ocorrer em meio a uma explosão de crescimento econômico, intensa migração interna, dominância dos valores mercantis e, mais recentemente, de uma economia subordinada à esfera financeira, as cidade tiveram outra história.


Na medida em que valores democráticos e distributivos foram abandonados em nome do laissez faire e da redução do Estado, transferiu-se a responsabilidade de inúmeras políticas públicas urbanas (habitacionais, de transporte, meio ambiente, planejamento, etc.) ao mercado. Desta forma, favoreceu-se que as cidades se transformassem em locus de desigualdade, da violência e da carência de infraestrutura urbana. A atual crise financeira recoloca com mais intensidade o que Ricardo Gaspar chamou - antes de ela ocorrer - de espaço da esperança e da utopia. Não somente a necessidade de se repensar a institucionalidade e a regulação financeira, abandonadas ao longo de várias décadas, mas de se recuperar a urbe como espaço participativo e de expressão de uma efetiva revalorização de políticas democráticas. 


Neste sentido, o trabalho que Ricardo Gaspar ora apresenta revela-se uma inspiração para tão relevante debate visando à defesa da qualidade de vida nas grandes metrópoles” - Jorge Mattoso.


Autor: Ricardo Carlos Gaspar  

 
A cidade na geografia econômica global
R$15,00
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Ricardo Gaspar em ´A Cidade na Geografia Econômica Global´ apresenta uma interpretação sobre a configuração atual e futura de uma nova geografia do poder, que modifica a hierarquia tradicional centrada no Estado nacional e multiplica os atores na cena política contemporânea. Para tanto, trata de fundir política, economia e geografia, para interpretar o atual sistema econômico globalizado e o papel das cidades na nova formação social planetária.

“Ricardo Carlos Gaspar buscar repensar as cidades distanciando-se de dois grandes equívocos: o da “cidade ideal”, fria e irreal, e o do laissez faire da economia financeirizada.
Trata-se de um desafio significativo. Embora a “cidade ideal” pareça ter sido deixada de lado como possibilidade real, sobreviveram alguns exemplos marcantes, sobretudo em países que se envolveram na experiência socialista. Não menos marcantes foram as cidades que se desenvolveram em meio a um processo de democratização dos espaços urbanos, quando puderam ser orientadas por políticas públicas voltadas à redução das desigualdades, como ocorrido em vários países europeus.


No entanto, em países menos desenvolvidos ou de desenvolvimento tardio - como o Brasil  - e que viram o apogeu do seu processo de urbanização ocorrer em meio a uma explosão de crescimento econômico, intensa migração interna, dominância dos valores mercantis e, mais recentemente, de uma economia subordinada à esfera financeira, as cidade tiveram outra história.


Na medida em que valores democráticos e distributivos foram abandonados em nome do laissez faire e da redução do Estado, transferiu-se a responsabilidade de inúmeras políticas públicas urbanas (habitacionais, de transporte, meio ambiente, planejamento, etc.) ao mercado. Desta forma, favoreceu-se que as cidades se transformassem em locus de desigualdade, da violência e da carência de infraestrutura urbana. A atual crise financeira recoloca com mais intensidade o que Ricardo Gaspar chamou - antes de ela ocorrer - de espaço da esperança e da utopia. Não somente a necessidade de se repensar a institucionalidade e a regulação financeira, abandonadas ao longo de várias décadas, mas de se recuperar a urbe como espaço participativo e de expressão de uma efetiva revalorização de políticas democráticas. 


Neste sentido, o trabalho que Ricardo Gaspar ora apresenta revela-se uma inspiração para tão relevante debate visando à defesa da qualidade de vida nas grandes metrópoles” - Jorge Mattoso.


Autor: Ricardo Carlos Gaspar